domingo, 1 de março de 2009

Aposentadoria: O futuro é agora

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O Futuro da Aposentadoria em um Mundo com Expectativa de Vida cada vez maior

O Banco HSBC lançou, em maio/07, os resultados de um amplo estudo sobre envelhecimento, atitudes e expectativas em relação à aposentadoria.

A experiência de vida depois dos 60 anos é melhor que o esperado”. Essa é uma das conclusões do estudo “O Futuro da Aposentadoria”, realizado pelo Fórum Global do Envelhecimento e Aposentadoria do Banco HSBC, em parceria com a Oxford Institute of Ageing. Divulgada mundialmente no dia 22 de maio, a pesquisa abrangeu 21 países e territórios de cinco continentes, e abordou 21 mil pessoas de 40 a 79 anos, sendo 1.001 delas brasileiras.

Trata-se do mais amplo estudo global sobre a chamada “nova terceira idade”, com dados e análises sobre temas relacionados a três aspectos importantes nessa fase da vida: a contribuição que os idosos trazem para a sociedade, o quão saudáveis eles são e o forte papel da família.

A iniciativa do HSBC está em sintonia com a tendência mundial, que é a do envelhecimento da população, observado principalmente nas nações desenvolvidas, onde as pessoas têm boa qualidade de vida, o que contribui para que vivam mais e melhor.

O estudo sugere uma mudança no conceito de aposentadoria e propõe mais um desafio aos governos e à sociedade: o estabelecimento de políticas que permitam a inclusão dos idosos com idade superior a 60 anos no mercado de trabalho. “Acreditamos que a idade da população mundial vai trazer, ainda na primeira metade deste século, mudanças fundamentais para a sociedade”, afirma o presidente mundial do Grupo HSBC, Stephen Green.

Quatro entre cinco entrevistados afirmaram que as pessoas deveriam ser autorizadas a continuar a trabalhar sem limites de idade - desde que ainda sejam capazes de desempenhar as funções a contento, sem a imposição, por parte dos empregadores, de uma idade para aposentadoria. Em todos os países e territórios, a maioria das pessoas (uma porcentagem que varia de 55% em Hong Kong a 95% no México) afirma que trabalhariam durante a aposentadoria.

O aumento da expectativa de vida da população fez com que os entrevistados recomendassem mudanças para suportar as pressões do envelhecimento da população, afirmando que os governos deveriam primeiramente aumentar a idade mínima para aposentadoria antes de aumentar os impostos ou reduzir as aposentadorias. Em 1900, o tempo médio de aposentadoria no mundo todo era somente um pouco mais de um ano. Em 1980 havia aumentado para 13 anos, e em 1990 para 19 anos. Futuramente, a previsão é de que a aposentadoria se estenderá por duas décadas ou mais, sendo que para os chineses a expectativa é de uma média superior a 25 anos.

O estudo mostra ainda que no ano de 2025 metade da população idosa do mundo se concentrará na Ásia.

A SITUAÇÃO NO BRASIL
OBrasil possui, atualmente, mais de 15 milhões de idosos (acima de 60 anos), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se que, em 2020, essa população chegue a 30 milhões, quase 13% dos brasileiros. Incluído na pesquisa do HSBC, o Brasil apresentou dados satisfatórios em relação às expectativas para o futuro: 93% das pessoas entre 60 e 79 anos se descreveram com razoável, boa ou muito boa saúde.

Em relação ao mercado de trabalho, cerca de 70% dos brasileiros entrevistados gostariam de continuar na ativa enquanto estivessem saudáveis, mas apenas 34% das pessoas entre 60 e 69 anos continuam trabalhando. Dos que possuem de 50 a 59 anos, 50% têm trabalho remunerado e apenas 7% continuam no mercado após os 70 anos.

De acordo com a pesquisa, os brasileiros se preocupam mais com dinheiro antes da aposentadoria do que depois: quase 50% dos entrevistados afirmaram que, antes de se aposentarem, não tinham muita preocupação com questões financeiras. Depois de se afastarem do trabalho, aumenta para 60% a parcela dos que se preocupam menos com dinheiro.

Outro dado interessante é que, no Brasil, 93% das pessoas querem contribuir com a renda familiar após a aposentadoria. No mundo, essa parcela é de 70%. Segundo o levantamento, o Brasil perde apenas para o Canadá nesse quesito.

Por isso, a aposentadoria não deve ser vista como um período de completo descanso ou dependência. As pessoas nos 60 e 70 anos de idade são um bem valioso para a sociedade. Da mesma forma, é um erro, segundo o levantamento, encarar os idosos como um ônus social, pois as estatísticas demonstram que eles, atualmente, contribuem mais do que recebem da sociedade.

Fonte: ARUS e HSBC
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10 comentários:

  1. Também acho que as pessoas "idosas" deveriam ser inclusas no mercado profissional. Primeiro porque vivemos num país livre, segundo por acreditar na experiência e 60 anos soma alguma experiência. A aposentadoria deveria ser um brinde para todas as pessoas acima de 60 anos sem discriminação dando a eles livre e arbítrio de escolha.Até mesmo por que já esta mais do que comprovado que eles tem capacidade para isso. E um dia todos nós chegaremos aos 60 anos.

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  2. Muitos brasileiros tem a capacidade de continuar trabalhando depois da aposentadoria, muitos deles não se contentam ou não é o suficiente com o R$ que recebem de aposentaria para sustentar a família e pagar as contas. O que fazer depois de aposentado, muitas empresas valorizam isso outras nem tanto mas a experiência deles conta muito na hora de decisões.
    São eles que trabalham com a expectativa de melhorar a vida de muitos outros, sem pedir nada em troca, se dedicando, apenas por gostar do que fazem.

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  3. Joana Regina Franz9 de abril de 2009 11:37

    Acredito que na grande maioria dos casos a aposentadoria não é o suficiente para o sustento.
    Por isso a pessoa estando aposentada e estando em condições de trabalhar ela deve ter o direito de trabalhar continuar tendo espaço no mercado mesmo tendo passado dos 60 anos pois pode contribuir com sua experiência e sustentar melhor sua família.

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  4. Ana Carolina Kaiser27 de abril de 2009 15:06

    Não é nenhuma novidade que a maioria dos idosos recebe apenas um salário mínimo de aposentadoria para sobreviver um mês inteiro (comprar alimentos,remédios, pagar plano de saúde...). Concordo que se a pessoa está aposentada e tem condições de trabalhar ela deve ter a chance de arrumar um emprego no mercado de trabalho. Tá certo que irão demorar mais para desempenha determinada função ou mexer em um computador, mas acredito q eles devam ter a oportunidade pois possuem uma grande experiência de vida... E com certeza podem desempenhar determinadas funções de acordo com sua vontade e capacidade.

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  5. Grande parte dos aposentados realmente nao tem como sobreviver com base em um salário minimo. Então, penso que eles teriam que ter a oportunidade de se manter no mercado de trabalho, até porque geralmente estas pessoas tem um nivel elevado de experiência e podem contribuir positivamente na empresa. No meu ponto de vista, para estas pessoas o mais importante é sentirem-se úteis e nem tanto o grau de remuneração.

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  6. O que deveria significar um alívio com a chegada da aposentadoria se torna uma dor de cabeça. A pessoa contribui esperando receber o que é de direito. Depois o governo diz que não tem como reajustar a aposentadoria. Se contribui mas não se recebe? Quando alguém se aposenta, não sendo funcionário público ou concursado se ve diante de uma crise. Vai parar de trabalhar e receber a aposentadoria vai tendo uma queda em sua renda. Os aposentados querem participar do mercao de trabalho para aumentar a renda familiar. Mas o governo proíbe o trabalho para aposentados e paga uma aposentadoria miserável.

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  7. Acho que o idoso que se sente apto a trabalhar e quer continuar tem todo o direito, pois o mercado de trabalho tem muito a ganhar com a experiencia dos idosos, mas quando o mesmo atinge a idade de se aposentar deve ter seu direito garantido pelo estado. O que está acontecendo atualmente é uma grande injustiça, a situação de muitos idosos dependentes de remédios ou tratamento de saúde é insustentável e cada ano piora mais, pois o salário mínimo pago aos aposentados não segue a inflação do país,acho que é uma grande falta de respeito com quem já deu muito de sí para construir o país que temos hoje.

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  8. O começo de tudo está na educação! Principalmente no caso do Brasil, enquanto a educação não for prioridade do governo, enquanto não for investido em educação, é muito difícil se esperar mudanças radicais. Quem sabe daqui a 2 ou 3 gerações já colheríamos os frutos deste investimento!
    Muitos aposentados não conseguem economizar durante sua vida útil de trabalho, para gozarem de uma aposentadoria mais tranqûila, por não estarem melhor qualificados.
    Consequentemente, com a educação também surgirá uma nova cultura, de que o idoso tem muito a contribuir, e não ser considerado "velho" a partir dos 45 anos para conseguir um bom emprego.
    Margit W. Germano

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  9. Estefânia Zang Krauspenhar30 de junho de 2009 22:27

    Bom, este assunto hoje em dia é muito discutido, pois se percebe que o mercado consumidor está voltando muito para o público idoso, pelo aumento da expectativa de vida. Assim como já se fala há muito tempo, será cada vez mais prolongada a aposentadoria por idade, por isso é importante estabelecer políticas que permitam a inclusão dos idosos no mercado de trabalho, mas é preciso uma reestruturação na cultura e na política para que isto funcione realmente, pois atualmente os idosos têm de se contentar com o dinheiro de sua aposentadoria e não encontram alternativas para aumentar a sua renda familiar enquanto ainda podem trabalhar.

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  10. Joana Regina Franz1 de julho de 2009 12:30

    Acredito que a pessoa se sentindo apta para trabalhar não deve ser limitada disto só por ter se tornado aposentada.
    O aposentado tem muito que contribuir e não precisa ser considerado velho para poder ter um bom emprego. Deve ser visto de uma forma igualitaria aos outros, pois tem condições de se qualificar e ir em busca do novo. Assim a sociedade deve mudar para sua cultura para que quando chegue a hora da aposentadoria que deviria ser um alívio, não se torne o fim de uma carreira e desligue o aposentado daquilo que gosta, que é trabalhar e ainda o coloque em obrigação de viver muitas vezes em condições piores que as anteriores de um único salário da aposentadoria.

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