terça-feira, 3 de março de 2009

Gestão de Talentos

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Ao longo das últimas décadas, o ritmo das transformações tem produzido alterações significativas nas sociedades e nos modelos de negócios. Talento e liderança estão se tornando recursos cada vez mais limitados. Essa escassez resulta em alterações importantes na complexidade dos negócios e nas expectativas dos funcionários. Como conseqüência, a área de recursos humanos de uma empresa é parte cada vez mais essencial no sucesso profissional, e sua relevância se acentuará ainda mais no futuro.
Frente a um mercado global em que a competitividade e a exigência aumentam assustadoramente, a gestão de talentos é a principal solução de sobrevivência. Com as aquisições, fusões e remanejamentos constantes, hoje em dia não se pode mais falar de “fazer carreira” em alguma empresa ou de “ter um emprego seguro graças a um diploma”. Estes são outros tempos e a capacidade de gerir seus talentos e o curso de sua vida é o que conta. A tendência é cada vez mais reduzir as estruturas físicas, terceirizar e trabalhar em casa em tempo integral ou parcial. A substituição do fator humano pelo tecnológico, incluindo a robotização, está levando de forma crescente a uma situação em que os trabalhos disponíveis exigem talento, criatividade e empreendedorismo.

O novo paradigma do trabalho é multifocal e altamente desafiante: o trabalho precisa ter significado, produzir motivação e prazer (como se fosse seu maior hobby), gerar prosperidade, fortalecer a auto-estima, produzir reconhecimento autêntico, sinergia com os talentos das outras pessoas da equipe, equilibrar realização pessoal e profissional, ser uma oportunidade de fazer amizades, usar a criatividade, servir à organização, à humanidade, à natureza, etc. Enfim, como aprendizagem contínua e missão de vida!

Segundo dados da pesquisa “As 150 melhores empresas para se trabalhar”, os fatores que mais motivam os colaboradores hoje em dia não são o salário ou os benefícios, mas sim a oportunidade e as condições de fazer dia a dia o que lhes apaixona, aprendendo constantemente e servindo a uma causa nobre. O papel dos líderes passa a ser o de servir sua equipe para atingir esse estado de alta motivação. O desenvolvimento dos talentos em concordância com uma visão de futuro apaixonante é a base da Era dos Talentos.

Segundo Mauro Press, criador do Método Maksuri de Gestão de Talentos: “Quando uma pessoa descobre seus principais talentos e os relaciona com seus valores, competências, áreas e temas de interesse, aplicações práticas preferidas e a visão de futuro que mais lhe apaixona, está a ponto de fazer o que poucos fazem: escrever e concretizar seu projeto de carreira e de vida, o qual deve abarcar diversas áreas: profissional, diversão, familiar, educativa, espiritual, ambiental, etc. Então ficará bem mais fácil liderar sua própria vida e influenciar positivamente sua equipe, a empresa onde trabalha, seus fornecedores, clientes, familiares, amigos e a sociedade. Um líder é quem influencia positivamente o mundo ao seu redor, especialmente frente às adversidades.”

A auto-gestão de talentos não é apenas para estudantes e profissionais liberais. As organizações buscam pessoas com espírito de liderança, capazes de tomar iniciativa e dirigir responsavelmente sua carreira e sua vida.

Mauro explica que “Vários experimentos comprovam que uma pessoa apresenta um desempenho de excelência quando ela adquire conhecimentos, técnicas e experiência baseados nos seus principais talentos naturais. É lógico que para ter sucesso não basta ter o talento. É preciso lapidar esse diamante e fazê-lo brilhar, o que exige definir aonde se quer chegar (uma visão apaixonada), ter disciplina, um plano estratégico, contatos certos, o apoio de um líder e uma equipe, e persistir até conseguir.”
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2 comentários:

  1. Carlos Rafael Bueno Basso20 de abril de 2009 22:10

    Numa era de altas tecnologias e "substituição" do homem pela máquina é cada vez mais importante reconhecer os talentos naturais e trabalhá-los a fim de se obter resultados otimizados. Liderar é saber identificar, valorizar e aproveitar as habilidades de cada colaborador; é ter humildade para reconhecer suas próprias limitações; é conseguir implantar a consciência do quão importante é o trabalho em grupo. A competitividade do mercado exige, além desses, outros atributos: percepção, versatilidade, iniciativa, superação, criatividade e equilíbrio para superar problemas, persistência. Para melhores resultados é necessário, primeiramente, se identificar com o que faz e se sentir verdadeiramente realizado pessoal e profissionalmente no ambiente de trabalho. Reconhecer e gerenciar o talento natural é imprescindível para o sucesso profissional.
    Rafael Basso.

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  2. RAFAEL HANSEN GOETZ1 de julho de 2009 00:01

    Hoje em dia as empresas estão muito preocupadas em reter seus talentos. Essa terefa não é muito fácil, pois as pessoas telentosas não se preocupam apenas com o dinheiro. Mais do que receber um bom salário, elas querem obter o reconhecimento por parte da sociedade. Essas pessoas talentosas precisam ter dentro da organização um ambiente que as estimule a produzir e a crescer. Pessoas talentosas são um grande diferencial cpmpetitivo para as empresas pois geram novidades. As empresas alem de fornecer uma ambiete propicio para acreiatividade, precisam contratar profissionais de caracter criativo a fim de que se adaptem a cultura da empresa. Lidar com os talentos é uma tarefa complicada e que necessita grande experiência por parte dos gestores. Aoi mesmo tempo, os talentos podem fornecer algo que outras pessoas não possam, como o comprometimento.

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